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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Pós-missão Jovem Regional




Nos dias 11 e 12 de abril aconteceu na Paróquia São Francisco de Assis a última etapa da 4ª Missão Jovem Regional, que teve seu período de execução entre o ano de 2014 e 2015. No sábado, dia 11, reuniram-se cerca de 40 jovens de quase todas as Dioceses de Santa Catarina para um momento de formação e instrução sobre o trabalho que seria feito nas comunidades, ao fim da tarde cada líder missionário foi para sua comunidade para um momento de avaliação da missão com as lideranças e celebração com toda a comunidade. No domingo de manhã retornaram à Catedral para a partilha destas avaliações e de sugestões para o trabalho necessário em cada comunidade. 

Texto: Lucia Ana Fritzen
Pela Coordenação Diocesana das PJs

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Em Terras Manauaras - Parte 2

Depoimento da jovem Luísa Fritzen, da paróquia Imaculada Conceição de Fraiburgo.


Um sonho de ver o que é ser realmente “pjoteiro”. Uma decisão de identidade por uma luta, por um ideal, por uma realidade de encontrar outras realidades, uma gratidão onde não se mede por transpassar de todo que se possa descrever, dando a certeza de que o verdadeiro amor ensinado e entregue aos humanos pode ser encontrado hoje em dia em uma família totalmente distinta, onde um missionário é recebido com todo carinho que se sente totalmente envolvido por um aconchego fraterno.  Jamais me passaria em mente que eu pudesse viver tamanha e maravilhosa experiência, em conhecer as pessoas que pude ter como minha família em Manaus que me fizeram me sentir em casa, que me mostraram o que é a real força de vontade, e o que é ter determinação para o bem do próximo.
Falar em algo que chamou atenção, uma única coisa não se é possível, pois logo que fui acolhida a “mãe” que foi me buscar disse que a casa que iria ficar hospedada estaria convivendo com uma “vozinha” de noventa e dois anos que tem perca de memória recente, uma amputada, e uma cega. Fiquei surpresa e pensando, olhe a realidade que terei que me adaptar, enfrentar, conviver, uma
situação em que achava que não poderia ser vivida de cabeça erguida, e numa alegria unânime, onde não pensava que em uma realidade sofrida (pois eu pensava ser sofrida) houvesse tanta fidelidade com Deus. Mas ao entrar porta adentro, senti como se fosse minha casa, minha família, me deparei com uma senhora que não parecia ter a idade com o que falava, parecia uma criança que ama fazer suas “birras”, que brinca ser deixada de lado pela neta, que ninguém a ama, mas que ela não se importa, pois vão sentir saudades dela, pois ela é a vida da família. É a pessoa mais gentil, pois precisa de cuidados, e quem os oferece é a neta cega, mas que enxerga melhor que qualquer pessoa, um amor transmitido sem igual, e que mesmo dizendo que a avó é a “ultima irmã viva de Einstein”, não falta um “te amo vovó” no fim do dia.

A frase que é a mais própria para essa experiência missionária, para mim seria nunca desistir,
pois foi onde consegui encontrar força e animo pra erguer a cabeça, e seguir a caminhada pastoral, foi onde aprendi o que significa persistência, onde vi uma juventude unida por um mesmo ideal, por uma luta de igualdade, onde encontrei pessoas que levarei em meu coração eternamente, que me fizeram ver que um mundo quieto e tímido não se conquista objetivos, e que uma missão não significa sair visitando todas as famílias sem antes conhecer o berço, que é a comunidade, a emoção foi primitiva ao chegar e me deparar com um local necessitado, não só de bens materiais, mas de uma conversa, de uma compreensão, de atenção, ao encontrar tanta fé e força de vontade em um local onde não se tem uma igreja linda e decorada, com altar e pedestais para o padroeiro, Santa Clara, se não fosse enfatizado pelos fieis da comunidade não saberia dizer qual o santo era exaltado naquele local.
Durante o encontro as falas que mais me marcaram foram: “Faz 40 anos que ouço que a pastoral esta morrendo, e olha o tamanho desse encontro” dita por Dom Sérgio Castrianni, e a frase que irei levar para minha caminhada pastoral “eu vim para ver o horizonte” apresentada por Pe. Hilário Dick, por que dessas falas? Pois uma completa a outra, pois somos os horizontes de um trabalho que dizem estar se acabando, mas que ao contrário disso, se fortalece em experiências como a vivida em Manaus.
O ENPJ não alcançou as expectativas, e sim, passou de todas as expectativas esperadas. Quando foi apresentada a carta do Papa Francisco tive a certeza de que minha identidade a seguir estava a minha frente o tempo todo e eu apenas adiava a decisão de dizer com orgulho e um amor incondicional, sou igreja jovem, sou uma energia existencial, sou PJOTEIRA!!!

Olha quem encontramos no aeroporto - Dunga (Canção Nova)




sexta-feira, 27 de junho de 2014

O agito dos jovens


Nem tudo está perdido


 

Nos dias 19 a 22 de junho de 2014, na Paróquia de São Francisco de Assis, em Caçador, em torno de 600 jovens agitaram o território das comunidades da Catedral. Eles vieram das 10 dioceses de Santa Catarina. Chegaram tímidos, constrangidos, receosos, tipicamente o jeito de ser do jovem. Quando não conhece, desconfia, e quando desconfia se retrai. Com a acolhida, o carinho e a ternura das famílias que os receberam, a juventude pôde vivenciar a mística do acolhimento. O jeito simples de acolher transforma a timidez em alegria e afeto familiar. Lágrimas rolaram na despedida. O coração foi tomado de um amor que o mundo não sabe dar. Quando o jovem toma conhecimento que pode ser missionário, seguindo o caminho da simplicidade, ele se envolve por completo, sai de si mesmo e encontra o outro, longe ou perto de sua casa, entra no coração sedento de amor na casa alheia.  

Diz o Papa Francisco na sua exortação apostólica: “A alegria do Evangelho, que enche a vida da comunidade dos discípulos, é uma alegria missionária. Experimentam-na os setenta e dois discípulos, que voltam da missão cheios de alegria (Lc 10,17). Vive-a Jesus, que exulta de alegria no Espírito Santo e louva o Pai, porque a sua revelação chega aos pobres e aos pequeninos (cf. Lc 10,21). Sentem-na, cheios de admiração, os primeiros que se convertem em Pentecostes, “pois, cada um ouvia... em sua própria língua” (At 2,6) a pregação dos Apóstolos. Esta alegria é um sinal de que o Evangelho foi anunciado e está a frutificar, tendo tem sempre a dinâmica do êxodo e do dom, de sair de si mesmo, de caminhar e de semear sempre de novo, sempre mais além”(EG 21). E agora, em torno de 600 jovens fizeram a experiência de sair, de semear alegria, encontrar acolhida, cear junto, dialogar, ouvir e partilhar a vida. Quando as portas se abrem desaparece o receio, o desconhecido. O receio se transforma com as palavras “entrem”, “a casa é vossa”, “sintam-se em casa”. Esta é a primeira e fascinante experiência da Igreja em saída, o aconchego, entrar na casa do outro, em terras estranhas. É mover sentimentos, despertar sensibilidade, aguçar o olhar atento para detalhes. Gestos se convertem em bem estar e o Evangelho da alegria aquece o coração e a missão acontece. Vidas se convertem e o encanto de viver ressurge em cada lar.

 

Detalhes

Vieram para a 4ª Missão Jovem Regional, jovens de longa caminhada na Pastoral da Juventude, jovens recém crismados, jovens animados e jovens curiosos, mas todos se integraram e foram presença.

Os jovens podem ser missionários nos dias atuais. Oportunidades devem ser dadas a eles. O clero precisa acreditar nos jovens e deixá-los evangelizar do seu jeito. Basta apontar caminhos, pistas para que eles sigam. Que caminhem com o ritmo deles, com o grito e o silêncio, a ginga, a dança, a criatividade, sentido próprio deles, mas todos inculturados na alegria do Evangelho. Não fiquemos trancados nos nossos movimentos e desejos pessoais, impedido que os jovens saiam e evangelizem, os deixem missionar. Muitos jovens ainda vivem atrelados aos desejos pessoais e intimistas, estes não participam e sufocam a experiência missionária de tantos outros jovens. Eis a Igreja clericalista e egoísta que tanto o Papa Francisco vem condenando. Precisamos anunciar Jesus Cristo e não a nós mesmos.  

 


Liberdade

A missão jovem provou que as várias experiências juvenis podem se unir e fazer missões juntos. Os experientes puxando os novos, o sangue novo irradiando alegria e beleza na missão. Cada um com seu jeito de ser, mas abrindo portas, espaços para que os grupos diversos possam evangelizar e participar de um mutirão missionário. Vi jovens entusiastas da PJ, do EJA, Pastoral Juvenil Marista, da Renovação Carismática, do TLC e outros. É possível fazer uma missão juntos, sem barreiras, mas felizes anunciando Jesus Cristo e não as vaidades de grupos. É preciso superar as barreiras estruturais, prisioneiros da velha estrutura que afugenta os jovens e dar-lhes espaço para que demonstrem o rosto alegre por evangelizar, dando continuidade ao projeto da iniciativa cristã que receberam na catequese. É hora de deixá-los extravasar e ir à missão. Assim experimentam outras realidades, lugares, pessoas, cidades, famílias, e descobrem que todos desejam ser felizes. E todos querem ser felizes e todos buscam a felicidade.

 

Alegria

Ao terminar a missão, as lágrimas caíram porque atingiu o coração. A saudade já é uma realidade. Um novo horizonte despertou na vida simples dos simples e alegres jovens da 4ª missão em Caçador. Este é o caminho salutar que desperta consciência, amadurece o senso crítico, alerta contra a violência, adverte sobre os perigos que machucam a vida de tantas pessoas e da própria natureza criada. Os sentimentos de justiça afloram e uma nova ordem social, eclesial e humana nasce. A missão vislumbra o eco forte do grito contra o extermínio da juventude. O desejo de viver e de se envolver com a bandeira sagrada da nova geração equilibra a humanidade, devolvendo o sentido da vida, conforme diz Cristo “Eu vim para que todos tenham vida e vida em plenitude”. 

 


Gratidão

Obrigado aos jovens que vieram, que foram e que marcaram presença. Emocionaram o pároco Pe. Lauro Kaluzny Filho, da paróquia São Francisco de Assis e encantaram milhares de pessoas. O pouco que vocês fizeram na 4ª missão é o muito que o mundo e muitas famílias precisavam receber. Vocês vieram, receberam e deram. Vocês saíram de casa, e descobriram as casas com pessoas sedentas de paz, de oração, de sorriso e de acolhida. As famílias recolheram o seu sorriso, a sua simpatia, a sua alegria de anunciar que faz o mundo ser mais feliz. Obrigado e Deus vos abençoe agora e sempre!

Dom Frei Severino Clasen, OFM

Bispo de Caçador

sexta-feira, 30 de maio de 2014

ESTÁ CHEGANDO O DIA!

Pois é galera, a data tão esperada pela Paróquia São Francisco de Assis, pela Diocese de Caçador e pelo Estado de Santa Catarina todo está chegando!
A 4a Missão Jovem Regional vem ai. A expectativa é muito grande, tanto das comunidades, famílias e jovens que vão receber as visitas e bençãos como dos jovens missionários que vem cheios de alegria para realizar essa bonita atividade.
Por isso, a coordenação diocesana das PJs resolveu inovar no seu método de divulgação e mostrar como estão motivados para a chegada da Missão. Foram algumas horas de planejamento para se chegar nas imagens que virão a baixo.

Faltando 22 dias, convite da Coordenação Diocesana das Pastorais da Juventude (CDPJs)


Faltando 23 dias, o grupo da Paróquia Cristo Redentor e a CDPJs fazem o convite:


Faltando 22 dias, o grupo da EJA (Encontro de Jovens Amigos) faz seu convite:


Faltando 21 dias, representantes da Paróquia São Francisco de Assis, fazem seu convite com muita alegria e expectativa:


E hoje faltando 20 dias para a Missão, nosso querido Bispo Dom Severino, faz o convite à toda a juventude, juntamente com os representantes da Secretaria Diocesana das Pastorais da Juventude. Seguimos ansiosos para a chegada da Missão.... 

Logo logo vem mais convites importantes pra galera vir pra missão! Faça seu convite também!
Com o espírito missionário, na ânsia pela espera da missão e com uma alegria gigantesca para logo colocarmos em ação mais um lindo plano de evangelização da juventude para a juventude, convidamos à todos para estarem em oração e sintonia conosco.

JUVENTUDE EM MISSÃO!!!

Lucia Ana Fritzen
Pela Secretaria Diocesana das Pastorais da Juventude

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Vigília da Juventude

No ultimo final de semana 05 e 06, realizou- se a vigília da juventude na comunidade de Rio da Areia de Cima em Bela Vista do Toldo (Paróquia Divino Pai Eterno) com aproximadamente 30 pessoas, entre elas jovens e algumas famílias, ainda no domingo tivemos a presença de nossos amigos da Paróquia Santa Cruz de Canoinhas que nos trouxeram a cruz do DNJ.
O objetivo da vigília era preparar os líderes dos grupos de base, refletir a importância de cada membro presente na coordenação paroquial e também uma preparação para o Dia Nacional da Juventude.
 

Relatos das Jovens Mirian e Carla

(Equipe de organização da Vigília)
 
Desde o início do ano as reuniões possuíam momentos para pensar sobre como seria o encontro, de que forma poderia mostrar aos líderes a importância de cada um na caminhada, sendo assim houve uma frase de autoria de Madre Tereza que foi a iluminação para a vigília "Sei que minha missão representa uma gota no oceano. Mas sem essa gota o oceano seria menor".
Desde o principio estávamos encontrando dificuldade para concluir a organização do encontro, pois dois de nossos membros da coordenação paroquial haviam saído por motivos de trabalho. Com tudo os trabalhos ficaram sobrecarregados, sendo assim, na sexta- feira foi decidido que não haveria o encontro. No sábado de manhã parecia que Deus havia soprado nos ouvidos "Estou com vocês! Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, lá eu estarei".
Então fomos a luta estava decidido a Vigília tinha que acontecer, assim começou a correria pois estava tudo em cima da hora. Nos deparamos com tantas mais tantas dificuldades que quando conseguimos chegar no local o desanimo tomou conta mais não foi o suficiente para desistir. Apesar do enorme atraso iniciamos com a oração onde pedi a Deus que iluminasse aquela vigília para que o jovens realmente pudessem passar uma experiência maravilhosa. Deus ouviu minha preces quantas lagrimas rolaram, durante a noite. No domingo mais emoções pois a Cruz do DNJ chegaria e mais dificuldades encontramos, uma equipe saiu de manhã para encontrar nossos amigos da Paróquia Santa Cruz De Canoinhas e no caminho houve o desencontro, mas enquanto rezávamos a Cruz eu avistei ai percebi que Deus novamente tinha nos abençoado.
Assim a Cruz, um símbolo histórico, ficou marcada em minha vida, eu olhava para aqueles jovens e percebia que Jesus Cristo agiu em cada um deles e que o final de semana foi um dos melhores que já tive em minha vida, uma certeza era a Cruz do DNJ foi o símbolo de todas as nossas dificuldades mas no final a batalha foi vencida. Não posso deixar de agradecer as famílias da comunidade que nos ajudaram na preparação para o encontro, ao amigos Pjoteiros Ivanir Dreher, Alexandra Iachitzki, Josiele Kubiak e tantos outros que de uma forma ou de outra nos ajudaram para que este encontro acontecesse.
 

Mirian Krull e Carla Andressa Bialeski
Pela coordenação paroquial da Pastoral da Juventude - Paróquia Divino Pai Eterno/Bela Vista do Toldo