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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

PASTOTAIS DA JUVENTUDE DO CONTESTADO COMEMORAM 30 ANOS DE HISTÓRIA



"Nas PJs do Contestado ousamos construir cidadania"!


No último dia 15, na paróquia Nossa Senhora das Vitórias, Porto União, aconteceu a celebração dos 30 anos das Pastorais do Contestado, reunindo mais de 130 jovens de toda Diocese de Caçador. Comemorada na terra onde brotou-se a violência e dos jovens caboclos lutando por suas terras e na mesma região onde brota a esperança com a luta sofrida de uma juventude que quer ter voz, ter vez e lugar, que deu as mãos com fé e união e caminha rumo à civilização do amor, a celebração trouxe à tona as bandeiras por quais lutam e a sua mística e espiritualidade da pastoral.
Assim como a Guerra do Contestado, as Pastorais da Juventude do Contestado nascem em meio esta rica história dos problemas sociais, da insatisfação e do embate pela falta de respeito por suas crenças, pelo amor à juventude, à comunhão, à evangelização e, assim como o monge João Maria, estando “do lado dos que sofrem”.
É nesse espírito que se perpassa toda a história e comemoração desse dia, é a celebração de “um povo lindo, que se encontra, reúne, faz acontecer a ciranda da vida encarnada no chão do contestado!” – conta Klaiton Mallmann, fruto da terra do contestado e assessor de uma das oficinas.
A manhã tem seu princípio com um vídeo fazendo memória desses 30 anos da pastoral no chão de nossa diocese, com fatos históricos, músicas e fotos que relembram toda a caminhada. Após a abertura, inicia-se as atividades com oficinas com os temas de: Afetividade e sexualidade com Joseanair Hermes; Ambientação e liturgia com Joelso de França; Dança com Jefferson Zago; Esporte com Lucia Ana Fritzen; Ioga com Klaiton Mallmann; Mandala com Carlos André Basílio; Mística e espiritualidade com Márcio Teixera; Música e liturgia com Carlos Honório. As oficinas contemplaram a mística, espiritualidade, o espaço do jovem na igreja e na sociedade e assuntos que estão presentes no cotidiano dos mesmos.
 
Na parte da tarde, à frente do palco estavam Carlos Basílio, Klaiton e Lucia, fazendo memória da luta, do suor da juventude para conquistar o seu espaço, para levantar sua bandeira. Continuando com a caminhada, os assessores das oficinas fizeram um belíssimo momento de mística mostrando a paixão, alegria, amizade, enfim, a utopia do ser jovem, do jeito de ser jovem, na sociedade que ainda escraviza e aliena, manifestando a fé como discípulos missionários apaixonados pelo projeto de Jesus Cristo.  Procedeu-se as atividades com um teatro a respeito do contestado com uma companhia teatral de Porto União e a gincana com perguntas à respeito da PJ, da bíblia e atividades relacionadas.
 
Encerrando as atividades, Dom Frei Severino Clasen, presidiu a celebração eucarística, juntamente com os padres Valdir e Fabio e o diácono Everaldo. Dom Severino ressaltou a importância da visão crítica e humanística da PJ frente às adversidades do mundo. Além disso, destacou o sério trabalho que a mesma vem desenvolvendo nos redutos de fé da nossa diocese. Assim como agricultores contestaram a doação de suas terras hoje o jovem contesta a violência e o extermínio dos seus. PJ aqui, PJ lá. PJ em qualquer lugar.

           
 
 
 
Segue alguns depoimentos colhidos dos jovens:





"A oportunidade de celebrar a vida, memória e história da PJ de Caçador,  me fez reencantar-me pelo projeto do Reino de Deus. Os jovens com seus ideais dispostos a construir um mundo mais justo e melhor me faz ver que nossa missão é grande, mas é possível.  Eu acredito nesses jovens e peço que todos também acreditem. Aos jovens da diocese de Caçador, muito obrigado por experimentar e ver o Cristo no olhar de vocês.  Fé e pé na caminhada juventude. Abraço."  Maristela Oliveira - secretária da PJ regional sul 4.

“Celebrar os 30 anos das PJs do contestado é sinal de resistência e profecia, sinal que em nossas veias corre o sangue heroico de caboclas e caboclos que deram a vida por nossa terra. Hoje nossos redutos são os grupos de jovens que se espalham por nossa diocese, embora enfraquecidos pela ação dos ‘militares’ de uma igreja ultra conservadora ‘a profecia prevalece’. Poder colaborar nessa celebração da vida como assessor de uma oficina e ajudar a fazer memória de um pouco do que vivemos nesses 30 anos é uma honra para mim. Tenho certeza que enquanto houver esperança de construir o Reino de Deus já aqui as/os Jovens das Pastorais da Juventude serão os primeiros a derramar/doar seu suor, suas lagrimas e até seu sangue...”  Carlos André Basílio, assessor.

“Viver o jeito jovem da Pastoral da Juventude é lindo mas, quando você celebra os 30 anos de história e luta da PJ e essa comemoração é dentro da sua cidade, da sua paróquia se torna mágico, você se sente mais participante dessa história. É emocionante, faltam lágrimas e sorrisos para explicar. É muito amor na causa.” Laísa de Souza – Coordenadora Diocesana da PJ.



“Foi algo maravilhoso poder estar presente na celebração dos 30 anos da PJ da diocese de Caçador. É tão lindo ver jovens de todos os cantos da diocese reunidos para celebrar, era possível ver em cada rosto o rosto de Deus. É uma experiência que dá mais energia para continuar nesta caminhada por Jesus Cristo. PJ aqui, lá. PJ em qualquer lugar.” Leonardo Brixner





“Incrível é pouco para descrever o quão maravilhoso foi poder comemorar os 30 anos da PJ ao lado de vários amigos. Como é gratificante ver que a juventude ainda tem esperança, ainda acredita em um Brasil melhor e continua o que Jesus Cristo nos pede, para evangelizar, para acreditar na palavra e ser cristão.
Então deixamos aqui os nossos parabéns a todo esse pessoal da coordenação da PJ que mostra essa força, essa energia e tenta cada vez mais incentivar os jovens de todos os lugares a construir cidadania. Que Deus nos ilumine para que ainda possamos comemorar os 40, 50, 60 anos da PJ e que essa juventude acredite que o reino de Deus está no meio de nós e quando fazemos e desejamos o bem ele vem” Ane Caroline Dobler e Islan Reinold Góis.
 

Tamirys Pereira Taborda, pela CDPJs
 
Algumas fotos para recordar....
 














 

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Inscrições AcamPJ... CORRA FAZER A SUA

E ai galerinha!!!
Faltam poucos dias para encerrarmos as inscrições para o Acampamento da PJ na Romaria do Centenário do Contestado em Timbó Grande/SC, se você não fez sua inscrição ainda dá tempo, mas CORRA...

Logo enviaremos a programação nos emails dos inscritos!


Segue o link para a inscrição:
Inscrição AcamPJ




quarta-feira, 5 de agosto de 2015



"Não conteste o Contestado sem saber sua razão!"
 

Convite


No dia 12 de setembro deste ano estaremos realizando o AcamPJ em comunhão com a Romaria do Centenário do Contestado, será um dia de diversão, reflexão e de integração entre a juventude. O acampamento inicia a partir das 14h e segue com programações para o dia todo e o término segue com a participação na romaria.

Jovem sua presença é muito importante!!!
Esperamos você lá!!!

A baixo segue o link da inscrição e os nossos contatos


Inscrições:
Inscrições AcamPJ

Contatos:

E-mail: pastoraisdajuventude@diocesedecacador.org.br
Facebook: https://www.facebook.com/pjsdocontestado
Celular/Whatsapp: (49) 9924-0398










quinta-feira, 11 de junho de 2015

Ao encontro da caridade



Encontro para o grupo de jovens

Ao encontro da caridade

“A Caridade não deve ser um bem de exposição, mas um discreto ato de amor!”

 
Materiais: Bíblia, um coração, 1 pão, materiais da dinâmica
Dica: lembrar sempre de organizar o espaço e decorar o ambiente de acordo com o tema.

1 - Iniciando nosso encontro
Oração Inicial conforme o costume do grupo

2 - Palavra que ilumina
Vamos refletir a luz da palavra de Deus sobre nosso tema.
Canto: “Fala Senhor”
Ref: Fala Senhor, fala Senhor, palavra de fraternidade. Fala Senhor, fala Senhor, és luz da humanidade.
1 – A tua Palavra, é fonte que corre, penetra e não morre, não seca jamais.

Leitura Bíblica: Evangelho de São Lucas 10, 25-37
Para conversar:

  1. O que este evangelho traz de mensagem para nós?
  2. Quais são nossas ações de caridade no grupo de jovens?
  3. E fora do grupo o que temos feito como forma de caridade?

3 - Dinâmica
“Abrir o pirulito usando uma mão”
Objetivo: Estimular o Trabalho em Equipe.
Materiais: Uma bandeja de pirulitos de acordo com o número de participantes.
Procedimento: forma-se um círculo, diga então aos participantes: 'vocês terão que chupar um pirulito, porém não poderão usar as duas mãos para desembrulhar o pirulito e colocar em sua própria boca’. Deixe que os participantes usem sua criatividade para abrir o pirulito.
Os participantes ficam loucos pensando como fazer isso. Alguns participantes até pegam a bala com a boca e tenta desembrulhar na boca.
Espera-se que eles se ajudem, que um participante ajude o outro a desembrulhar seu pirulito.

4 - Refletindo o tema
Para refletirmos sobre a caridade vamos conhecer uma pessoa que fez da sua vida um ato de caridade e que comemoramos o seu dia no dia 13 de junho.

Santo Antônio de Pádua


L: Santo Antônio de Pádua é tão conhecido por seu nome de ordenação que chamá-lo pelo nome que
recebeu no batismo parece estranho: Fernando de Bulhões e Taveira de Azevedo. Além disso, ele era português: nasceu em 1195, em Lisboa. De família muito rica e da nobreza, ingressou muito jovem na Ordem dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho. Fez seus estudos filosóficos e teológicos em Coimbra e foi lá também que se ordenou sacerdote. Nesse tempo, ainda estava vivo Francisco de Assis, e os primeiros frades dirigidos por ele chegavam a Portugal, instalando ali um mosteiro.
L: Os franciscanos eram conhecidos por percorrer caminhos e estradas, de povoado em povoado, de cidade em cidade, vestidos com seus hábitos simples e vivendo em total pobreza. Esse trabalho já produzia mártires. No Marrocos, por exemplo, vários deles perderam a vida por causa da fé e seus corpos foram levados para Portugal, fato que impressionou muito o jovem Fernando. Empolgado com o estilo de vida e de trabalho dos franciscanos, que, diversamente dos outros frades, não viviam como eremitas, mas saiam pelo mundo pregando e evangelizando, resolveu também ir pregar no Marrocos. Entrou para a Ordem, vestiu o hábito dos franciscanos e tomou o nome de Antônio.
L: Entretanto seu destino não parecia ser o Marrocos. Mal chegou ao país, contraiu uma doença que o obrigou a voltar para Portugal. Aconteceu, porém, que o navio em que viajava foi envolvido por um tremendo vendaval, que empurrou a nave em direção à Itália. Antônio desembarcou na ilha da Sicília e de lá rumou para Assis, a fim de encontrar-se com seu inspirador e fundador da Ordem, Francisco. Com pouco tempo de convivência, transmitiu tanta segurança a ele que foi designado para lecionar teologia aos frades de Bolonha.
L: Com apenas vinte e seis anos de idade, foi eleito provincial dos franciscanos do norte da Itália. Antônio aceitou o cargo, mas não ficou nele por muito tempo. Seu desejo era pregar, e rumou pelos caminhos da Itália setentrional, praticando a caridade, catequizando o povo simples, dando assistência espiritual aos enfermos e excluídos e até mesmo organizando socialmente essas comunidades. Pregava contra as novas formas de corrupção nascidas do luxo e da avareza dos ricos e poderosos das cidades, onde se disseminaram filosofias heréticas. Ele viajou por muitas regiões da Itália e, por três anos, andou pelo Sul da França, principal foco dessas heresias.
L: Continuou vivendo para a pregação da palavra de Cristo até morrer, em 13 de junho de 1231, nas cercanias de Pádua, na Itália, com apenas trinta e seis anos de idade. Ali, foi sepultado numa magnífica basílica romana. Sua popularidade era tamanha que imediatamente seu sepulcro tornou-se meta de peregrinações que duram até nossos dias. São milhares os relatos de milagres e graças alcançadas rogando seu nome. Ele foi canonizado no ano seguinte ao de sua morte pelo papa Gregório IX.
L: Na Itália e no Brasil, por exemplo, ele é venerado por ajudar a arranjar casamentos e encontrar coisas perdidas. Há também uma forma de caridade denominada "Pão de Santo Antonio", que copia as atitudes do santo em favor dos pobres e famintos. No Brasil, ele é comemorado numa das festas mais alegres e populares, estando entre as três maiores das chamadas festas juninas. No ano de 1946, foi proclamado doutor da Igreja pelo papa Pio XII.

5 - Oração final
Pedro Casaldáliga – Orações da Caminhada, pág. 100

Todos:
Deus de toda vida, Único Senhor da terra, Pai-Mãe da família humana! Tu nos queres vivendo em irmandade, sem medo e sem violência, sem egoísmo e sem corrupção: na justiça, na solidariedade, no amor! Abençoa este pão, fruto da Terra-Mãe e arte de nossas mãos! Reacende a chama da nossa utopia! Fortalece nossa marcha para a Terra Prometida da reforma agrária, do trabalho com dignidade, da democracia real! Pelo pranto, pelos sonhos, pela luta e pelo sangue dos irmãos e irmãs que nos precedem e acompanham. Por teu Filho, Jesus, o Libertador. Sempre na procura do teu Reino. Amém, Axé, Awerê, Aleluia!

Vamos partilhar o pão fazendo memória daqueles e daquelas jovens mais sofridos e marginalizados. Onde mora o Mestre? É na partilha que nós o reconhecemos. E é junto dos jovens oprimidos que o encontramos. (Cada jovem deve comer seu pedaço de pão e fazer memória de algum grupo e/ou pessoa que queira trazer para o momento orante. Ex: partilho este pão com os jovens que sofrem com a “violência” ...)

Pai Nosso...

6 - Benção final
(cf Hb 13, 20-21)
Aquele que se tornou, pelo sangue de uma aliança eterna, o grande pastor das ovelhas, nosso Senhor Jesus, o Deus da paz o reconduziu dentre os mortos. Que o mesmo Deus vos torne aptos para todo o bem, a fim de fazerdes a sua vontade. Que ele realize em nós o que lhe é agradável, por Jesus Cristo, ao qual seja dada a glória pelos séculos dos séculos. Amém!

O Senhor nos abençoe e nos guarde! T: Amém
O Senhor faça brilhar sobre nós a Sua face e nos seja favorável!  T: Amém
O Senhor dirija para nós o Seu rosto e nos dê a paz! T: Amém
Que o Deus da paz, do amor e da caridade nos guarde hoje e sempre! T: Amém






segunda-feira, 13 de abril de 2015

Pós-missão Jovem Regional




Nos dias 11 e 12 de abril aconteceu na Paróquia São Francisco de Assis a última etapa da 4ª Missão Jovem Regional, que teve seu período de execução entre o ano de 2014 e 2015. No sábado, dia 11, reuniram-se cerca de 40 jovens de quase todas as Dioceses de Santa Catarina para um momento de formação e instrução sobre o trabalho que seria feito nas comunidades, ao fim da tarde cada líder missionário foi para sua comunidade para um momento de avaliação da missão com as lideranças e celebração com toda a comunidade. No domingo de manhã retornaram à Catedral para a partilha destas avaliações e de sugestões para o trabalho necessário em cada comunidade. 

Texto: Lucia Ana Fritzen
Pela Coordenação Diocesana das PJs